27 junho 2009

BONS AMIGOS

Uma homenagem a todos os meus grandes e verdadeiros amigos, que são, que
hão-de ser, que já são mas ou eu ou eles ainda não sabemos!


"Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro p'ra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora p'ra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a
realidade.
Porque amigo é a direcção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!"

Machado de Assis

O ultimo post é um poema da autoria de Ruy Belo

Contigo aprendi coisas tão simples

Contigo aprendi coisas tão simples como
a forma de convívio com o meu cabelo ralo
e a diversa cor que há nos olhos das pessoas
Só tu me acompanhastes súbitos momentos
quando tudo ruía ao meu redor
e me sentia só e no cabo do mundo
Contigo fui cruel no dia a dia
mais que mulher tu és já a minha única viúva
Não posso dar-te mais do te dou
este molhado olhar de homem que morre
e se comove ao ver-te assim presente tão subitamente

O amor não existe!

O amor é o desejo. Desejar muito alguém é amá-lo. O sentimento de paixão é esse desejo a manifestar-se no nosso ser, é a máquina que faz o amor instalar-se. Mas esse desejo acaba. Nada dura para sempre. Nada mesmo, acreditem.

Então o que faz duas pessoas manterem-se juntas durante anos? Qual é o sentimento?

É difícil definir, porque não é um sentimento. São muitos. São os sentimentos que a paixão e o desejo criaram. São memórias. São vivências. É o medo. É a amizade. É conhecer o outro. Suportá-lo. Parece muito directo, mas tudo se resume a suportar o outro. E gostar o suficiente para entender que para ser suportado por alguém, é necessário ser suportável.

São as memórias dos momentos que passaram e que ficaram, que elevam algo em nós que outra pessoa ou recordação não conseguiria. É isto que faz manifestar os sentimentos de amor e amizade, os carinhos no casal, a sua aproximação.

O medo… o medo é outro sentimento existente numa relação que a mantêm unida. Aliás, o medo mantém muita coisa neste mundo. Neste caso falarei no medo do que as pessoas diriam se algo acontecesse ao casal “perfeito”. O medo de magoar o outro. O medo por causa da família, dos filhos. Medo de não saber o que vai acontecer, onde morar, que complicações traria à vida. Medindo este medo, é que a pessoa sabe se o que gosta do outro é suficiente para evitar a separação e enfrentar os problemas que a mesma traria. E aí há a cobardia de enfrentar o medo, ou a facilidade para o fazer, por não aguentar o sentimento. Nem sempre se trata de coragem.

A amizade. O sentimento mais nobre do ser humano. É um sentimento que nos faz ser altruístas, prejudicando-nos em prol do outro. Numa relação não seria diferente.

O amor perfeito não é mais do que o equilibro exacto de todos estes sentimentos. As crises dos casais não são mais do que uma avaliação de tudo aquilo que nos vai no coração e na alma. Ser amado é muito mais difícil do que amar, pois não depende só de nós. Procurar o amor é algo que todos fazemos. Mas é utópico. O amor não se acha. O amor não se constrói. O amor não existe. O amor somos nós. O amor é saber viver e deixar viver. O amor é compreender que se formos tudo o que queremos ser, então seremos felizes. Mas não é apenas deixar acontecer.

Deixar acontecer as coisas é como ver um jogo de futebol. No fim do jogo nada há a fazer senão criticar o árbitro. Viver é também fazer escolhas. Essas escolhas trazem consequências. Escolham bem. O resto acontece. O amor não existe, mas a felicidade sim. Sejam felizes nas vossas escolhas.

Luís Vieira – 27 de Junho de 2009

poema ao acaso